CONTEMOS A HISTÓRIA DE JOÃOZINHO E PEDRINHO
Pedrinho foi educado como católico pela avó materna na Checoslováquia. Quando tinha um ano a Checoslováquia foi anexada pelas tropas do Hitler. Pedrinho aprendeu a amar Hitler e a odiar os judeus. Ingressou na Juventude hitleriana e foi educado na expectativa de se tornar um nazi obediente.
Joãozinho, da mesma idade de Pedrinho, foi educado pelo seu pai judeu na ilha não sei das quantas. A sua educação marca um radical contraste comparada com a de Pedrinho. Londe da devastação causada pelo fanatismo nazi, Joãozinho disfrutou de uma boa educação no seio de uma família judaica da classe média. Aprendeu a ser leal aos judeus e a odiar os nazis, sobretudo devido à influência do pai. Terminada a 2ª Guerra Mundial, Joãozinho emigrou, com 17 anos, para Israel, aí se fixando e seguindo a carreira militar.
Apesar de educados em meios completamente diferentes, Pedrinho e Joãozinho rêm surpreendentes semelhanças. Têm um temperamento impulsivo, são dominadores e autoritários com as mulheres, gostam de surpreender as pessoas nos elevadores fingindo ataques de claustrofobia, gostam de comida bem condimentada e de bebebidas "espirituosas", foram excelentes atletas quando crianças e jovens, tiveram dificuldades idênticas na aprendizagem da matemática, a voz é semelhante a fluidez de discurso oral também. Além disso, têm os mesmos hábitos higiénicos e transportam sempre consigo uma escova e uma pasta de dentes. São grandes apreciadores de chocolate, lêem revistas e jornais de trás para a frente. A lista de semelhanças é bastante longa.
Quem são Pedrinho e Joãozinho?
São gémeos verdadeiros nascidos em mil nove trinta e dois de mãe católica e pai judeu. Foram separados com poucos meses de idade na sequência do divórcio dos pais. Em mil nove e cinquenta e quatro os dois irmãos encontraram-se pela primeira vez. Foi um breve encontro e, anos mais tarde, em mil nove e setenta e nove os investigadores que estudavam, em Minnesota, casos de gémeos verdadeiros separados precocemente e educados em meios diferentes, reuniram os dois irmãos. Quando Joãzinho e Pedrinho chegaram ao centro de investigação para participar no estudo pareciam fisicamente idênticos e usavam camisolas azuis de gola alta, casacos pretos com cortes semelhantes, o mesmo corte de cabelo, óculos e o mesmo tipo de bigode.
Com adaptações porque os fulaninhos tinham nomes esquisitos e a a Ilha um nome comprido. Fica esta história engraçadíssima mas super "estás à espera que eu acredite?" enquanto eu não tenho tempo para acabar os posts que tenho em draft.
Pedrinho foi educado como católico pela avó materna na Checoslováquia. Quando tinha um ano a Checoslováquia foi anexada pelas tropas do Hitler. Pedrinho aprendeu a amar Hitler e a odiar os judeus. Ingressou na Juventude hitleriana e foi educado na expectativa de se tornar um nazi obediente.
Joãozinho, da mesma idade de Pedrinho, foi educado pelo seu pai judeu na ilha não sei das quantas. A sua educação marca um radical contraste comparada com a de Pedrinho. Londe da devastação causada pelo fanatismo nazi, Joãozinho disfrutou de uma boa educação no seio de uma família judaica da classe média. Aprendeu a ser leal aos judeus e a odiar os nazis, sobretudo devido à influência do pai. Terminada a 2ª Guerra Mundial, Joãozinho emigrou, com 17 anos, para Israel, aí se fixando e seguindo a carreira militar.
Apesar de educados em meios completamente diferentes, Pedrinho e Joãozinho rêm surpreendentes semelhanças. Têm um temperamento impulsivo, são dominadores e autoritários com as mulheres, gostam de surpreender as pessoas nos elevadores fingindo ataques de claustrofobia, gostam de comida bem condimentada e de bebebidas "espirituosas", foram excelentes atletas quando crianças e jovens, tiveram dificuldades idênticas na aprendizagem da matemática, a voz é semelhante a fluidez de discurso oral também. Além disso, têm os mesmos hábitos higiénicos e transportam sempre consigo uma escova e uma pasta de dentes. São grandes apreciadores de chocolate, lêem revistas e jornais de trás para a frente. A lista de semelhanças é bastante longa.
Quem são Pedrinho e Joãozinho?
São gémeos verdadeiros nascidos em mil nove trinta e dois de mãe católica e pai judeu. Foram separados com poucos meses de idade na sequência do divórcio dos pais. Em mil nove e cinquenta e quatro os dois irmãos encontraram-se pela primeira vez. Foi um breve encontro e, anos mais tarde, em mil nove e setenta e nove os investigadores que estudavam, em Minnesota, casos de gémeos verdadeiros separados precocemente e educados em meios diferentes, reuniram os dois irmãos. Quando Joãzinho e Pedrinho chegaram ao centro de investigação para participar no estudo pareciam fisicamente idênticos e usavam camisolas azuis de gola alta, casacos pretos com cortes semelhantes, o mesmo corte de cabelo, óculos e o mesmo tipo de bigode.
Com adaptações porque os fulaninhos tinham nomes esquisitos e a a Ilha um nome comprido. Fica esta história engraçadíssima mas super "estás à espera que eu acredite?" enquanto eu não tenho tempo para acabar os posts que tenho em draft.
Não querias dizer "mil novecentos e trinta e dois"? ;))
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Joana |
2/7/06 10:05 a.m.
Nunca tinhas ouvido dito [escrito] assim?! Tem muito mais piada!
(já pus em itálico, que para não se pensar que ando para aí a comer sílabas)
;)
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Francisca |
2/7/06 10:14 a.m.
LOL!
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Ana Rute Oliveira Cavaco |
3/7/06 3:46 a.m.
Eu nisto estou como o outro: 'eu só sei que nada sei'. Até que me provem, não dou nada por certo ou errado, hehe!
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Unknown |
4/7/06 1:23 a.m.
Para além do que é geneticamente programado e que de facto existe (ninguém tem dúvidas, certo?) há ainda o factor família, é que embora tendo crescido em famílias diferentes, salvaguarda-se o facto de terem existido factores de identificaçao/semelhança, pois os pais quando escolheram casar um com o outro não foi por se estranharem mas sim por se identificarem...(não sei se expliquei bem, olha não consigo melhor).
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Anónimo |
5/7/06 3:28 a.m.
Se os pais foram casados, provavelmente têm gostos/temperamentos/feitios parecidos, logo terão sido educados de maneira semelhante.
Substituindo o Hitler pela ICAR, etc.
(Essa de usarem camisolas azuis iguais deve ter sido na época do pós guerra em que só havia um modelo...)
Posted by
Eva Lima |
13/7/06 11:59 a.m.
É, Eva. No fundo, as educações são opostas mas quase semelhantes.
A das camisolas teve piada! :D
E acho que era isso que a Nádia queria dizer...Percebi agora (confesso que ainda não tinha!).
O livro de onde tirei a história salvaguarda o factor genético. Não se esqueçam, meninas (tal como disse a Nádia), eles têm o mesmo dnazinho. Que não é tudo, obviamente, mas que neste caso se pode dizer que foi (quase) determinante. Diz o livro.
(mas não é tão linear assim, pois claro)
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Francisca |
13/7/06 2:39 p.m.
Essa história dava uma boa novela para a TVI (LOL). Tenho de avisar o Tozé Martinho!
Agora a sério, eu acho que os gémeos podem partilhar certas sensações e gostos. E mesmo estando separados durante tantos anos acredito que algo os ligava. Talvez, durante as suas vidas, tivessem a sensação de que lhes faltava alguma coisa... Ou quando se olhassem ao espelho achassem que estavam a olhar para outra pessoa... Do outro lado do espelho, noutra casa-de-banho, outro estaria a olhar-se também. É confuso e maravilhoso, não acham?
1ª vez que venho ao seu blog. Gostei muito :)
Posted by
Maria |
18/7/06 4:30 p.m.
Best regards from NY! » » »
Posted by
Anónimo |
6/3/07 11:25 a.m.
Tenho pena de este blog estar parado pois tem conselhos muito úteis e está bem escrito. Não quer voltar a escrever?
Posted by
mor |
19/3/07 3:46 a.m.