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7.30.2006 

AINDA A RELAÇÃO DOS GÉMEOS E OS MITOS DO COSTUME
(COMENTÁRIO DA REDACÇÃO: NUNCA MAIS SAÍMOS DESTA)

No post sobre o tema, comentei (se não comentei, tive vontade) em resposta a um comentário que o que era mesmo giro, passando à frente todo aquele palavreado, era falar com alguém dentro do assunto, antes de esperar que os meus filhos de cinco anos crescessem e passassem pela temida adolescência e ficassem adultos e tal para me explicarem tudinho. Era engraçado, portanto, descobrir alguém, com mais de um metro e picos, e perguntar-lhe directamente como é, tudo isto. Como foi. Descobri mesmo aqui ao lado e muito por acaso. Uma troca de e-mails resultou num texto mesmo giro, da autoria de uma mãe, gémea verdadeira, e com mais de um metro e picos que me fez o favor de comentar o referido post. Quando o recebi pensei em pegar-lhe, desarticulá-lo todo e comentar cada linha, mas depois apercebi-me que isso era uma grande estupidez porque o que eu sei do tema já disse e mais não posso. E ia tirar a piada ao texto. Então sobre a adolescência, pois o que sei, vem em livros ou na minha própria; se bem que de vez em quando, a meio de crises existenciais que saiem daqueles pirralhos, dou por mim a pensar se as minhas crianças não serão hiper precoces e não a terão atingido mais cedo que o previsto. Aqui vai, portanto, o texto sem comentários, nem nada, apenas com ligeiras supressões.

“ (…) Tenho uma irmã gémea, verdadeira (uma fotocópia minha, por mais cortes de cabelo e estilos diferentes que adoptemos as pessoas confundem-nos sempre). Temos uma relação óptima (sempre tivemos), apesar de na fase da adolescência termos andado uns anitos “às turras”, o que não quer dizer que todos os gémeos, nessa fase, tenham de passar necessariamente pelo mesmo, foi apenas o que sucedeu connosco, reforço. (Isto tendo em conta a tal “curiosidade” que a Francisca já demonstra relativamente ao período da adolescência.) Não querendo entrar em demagogias (não sou nem aspiro ser nenhuma especialista na matéria, longe de mim!) mas parece-me que durante o período da adolescência (e falo apenas pela minha experiência ao longo destes 28 anos), os gémeos (plural – masculino/feminino e ainda “versão”- casal) tendem, naturalmente, a afastar-se um pouco um do outro durante esta fase considerada pelos psicólogos e especialistas afins, como a mais importante fase do crescimento da criança. Lembro-me que por altura dos meus 13/14 anos talvez tivéssemos mais tendência para discordar nas opiniões, não andávamos tão juntas como o fizéramos desde a infância, de termos gostos claramente diferentes (sempre tivemos, embora se tenham evidenciado mais nesta fase), de não querermos frequentar tantas vezes os mesmos sítios juntas, de não querermos ser vistas tantas vezes uma com a outra, não que estivéssemos zangadas entenda-se (arrufos, todos os irmãos os têm) mas porque acredito queríamos, de certa forma, afirmar a tal individualidade que a Francisca caracteriza com a expressão “o outro diferente do um”. Não subestimando o facto da nossa cumplicidade (a tal cumplicidade que todos, e acredito que todos os gémeos têm), ela permanecia lá, entre nós, apenas estava como que “subjugada” pela imposição e predisposição naturais para interesses diferentes. Falo-lhe especificamente do período da adolescência porque é aquele que me recordo com mais clareza (quando crescemos, aprendemos com a maturidade a adaptarmo-nos mais facilmente à vertente “cada um” da tal política “nós os dois”), o que não é tão interessante como o processo de aprendizagem e de adaptação por detrás de tudo isso. Mas tentando não me dispersar muito do assunto (…), mas isto tudo para dizer que concordo a 100% com a opinião da Francisca acerca das tais “comunicações telepáticas”. Eu também não acredito muito, até me ser provado o contrário, o que confesso, até gostava de poder experimentar. Tanto eu como a minha irmã B. (mas mais eu) fazemos parte da tal percentagem de gémeos que nunca sentiram nadinha de nada, também já me ressenti pelo facto de não ter um sétimo sentido, nem uma “antena radiofónica” em sintonia, sequer. A verdade é que nunca houve um acontecimento excepcionalmente transcendente que justificasse a existência (ainda que ali estivesse subjugada) da tal telepatia sobre a qual tanto se discute. É verdade que já me vi em algumas situações em que apesar de haver demasiadas semelhanças, nunca cheguei a colocar sequer em causa o conceito da palavra coincidência. Também nunca acreditei muito (e talvez esta minha “falha telepática” se deva em grande parte a um elevado grau de cepticismo da minha parte em relação a quase tudo aquilo que foge à chamada “normalidade”). Digo a minha “falha telepática” porque apesar de nunca o ter sentido directamente, a minha irmã já veio várias vezes ao meu encontro dizer-me que sentiu isto, que pressentiu aquilo...Chamem-lhe telepatia programada ou não, o que posso afirmar através da minha “experiência” (em nada compatível com “os mitos do costume”) é que a) ou tenho muito pouca sensibilidade para estas coisas; b) ou sou mesmo uma ave rara nisto das questões telepáticas; c) ou não há nenhuma verdade a retirar de tudo isto, e sim gosto muito das famosas histórias americanas até me provarem que são de facto reais; ou d) a minha predisposição natural para estas coisas é tão nula como uma suposta “carreira” no mundo da vidência já estará, à partida, praticamente arruinada.

Gosto de cultivar a ideia de que as coincidências da vida acontecem a todos, todos os dias, ao longo de toda uma vida, que para isso pouco ou nada importa o facto de sermos gémeos ou não gémeos. Again – o meu cepticismo feroz a dominar-me a razão. Na verdade, sou inteiramente da opinião que o ambiente in útero, assim como o ambiente social, cultural e principalmente familiar em que todos os gémeos se desenvolvem, tem um papel fundamental nessa dita “relação especial” que se cria entre ambos. Assim como a Francisca refere, os gémeos passam pelo menos 6 meses a partilharem o mesmo espaço físico, sujeitos aos mesmos estímulos, aos mesmos sonhos até (li algures). Crescem e desenvolvem as suas percepções e capacidades cognitivas sempre tendo o outro como modelo (acredito que um dos gémeos é sempre o espelho daquilo que o outro, mesmo no caso em que é fisicamente igual, gostaria e aspira a ser). Foi assim com a minha irmã em relação a mim, hoje, ela própria me assegura disso. Mas a Francisca não dê muita importância a esta suposta “constatação”, isto já sou eu a filosofar além da conta. Desta feita, é perfeitamente natural que se crie essa cumplicidade que a Francisca explica tão bem no seu texto, pois crescemos sempre ao mesmo passo que o outro, moldamo-nos desde que nos “conhecemos” tendo presente (salvo as tais excepções que enuncia) a imagem do outro, que é ou não igual à nossa (…) como referência, como ícone daquilo que somos, não aquilo que somos individualmente mas aquilo que sempre seremos em conjunto. Acredito também que é através dessa cumplicidade que criamos ao longo das nossas vidas em conjunto, que se justificam os tais pressentimentos, o facto de sentirmos e pensarmos no mesmo, ao mesmo tempo (e nesse sentido não podia estar mais de acordo quando afirma que “a relação afectiva intensa que se cria entre gémeos faz com que um se lembre imediatamente do outro, em situações em que não se sinta lá muito bem”). Se formos por aí, então já não sou propriamente uma estreante nesta coisa dos pressentimentos. Quantas vezes face a situações imprevistas pensei logo na minha irmã e no que podia estar a acontecer com ela, em certo momento. (…) Também já acordámos muitas vezes (em casas diferentes) e colocámos uma peça de roupa semelhante ou da mesma cor sem nunca termos combinado, também já aconteceu encontrarmo-nos no mesmo sítio quando menos esperávamos (estilo uma entrevista de trabalho -já aconteceu e nenhuma tinha dito nada à outra) e outras coisas do género. But still, continuo a gostar de chamar-lhes coincidências. Na minha opinião, não há nada de transcendente e espectacular nestes factos, com alguma pena minha, confesso. Ainda estou à espera que alguma espécie de “revelação” aconteça.
Há ainda outro mito, senão um dos maiores, que defende que um gémeo é e sempre será inseparável do outro. Pois segundo constato (e repito, falo apenas através da minha experiência pessoal) acho que há uma tendência para os gémeos, a uma certa altura das suas vidas (que não está pré-determinada, mas acho que a partir da adolescência se torna mais propícia) quererem “quebrar” um pouco esse estigma “unha e carne” que a Francisca também refere e que, de certa forma, concordo que esteja um pouco instituído na “consciência” da nossa sociedade. Os gémeos não são “unha e carne”, pelo menos não o são sempre. Entendo perfeitamente quando refere que os seus filhos aos 2 meses não tinham sequer essa percepção, acredito também que com o passar dos anos eles vão, paulatinamente, criando e fortalecendo uma relação afectiva, essa sim que se traduz na tal cumplicidade de que se fala. Posso dizer que eu e a minha irmã nunca fomos, passo a expressão, “emplastro” uma da outra (achei que era o vocábulo que melhor caracterizava o espírito), sempre nos demos bem e sempre gostámos muito uma da outra, de uma forma que, por vezes, até me custa transcrever em palavras. Segundo a minha mãe, sempre tivemos tendência para brincarmos juntas (e temos mais 4 irmãs) mas pudera, éramos da mesma idade, crescemos e acompanhámo-nos nas etapas mais importantes das nossas vidas. Sempre gostámos de estar uma com a outra, mas nunca nos sentimos na obrigação de estar sempre juntas. Sempre tivemos gostos e personalidades bem distintas (como todos os gémeos que conheço), a minha mãe nunca nos vestiu de igual, nem em bebés, e nunca sentimos necessidade de sermos nós a fazê-lo.

Apesar de termos personalidades diferentes e bem vincadas, e de nos querermos sempre evidenciar uma da outra no seio da família (acho que acontece o mesmo com todos os gémeos, principalmente quando estes já têm outros irmãos, que é o meu caso), mas apesar disso nunca perdemos essa cumplicidade que sempre nos fez sentir tão próximas, mesmo estando distantes. Que sempre nos fez sentir “inseparáveis” senão fisicamente, pelo menos em pensamento, cumplicidade essa que faz de nós até hoje as melhores amigas. Isto tentando “responder” à questão da interdependência entre gémeos. De certa forma, nunca deixámos de ser dependentes uma da outra. Somos e sempre seremos gémeas, para toda a vida. Telepatias e mitos à parte, uma coisa não posso negar, temos desde que nos conhecemos uma à outra, uma cumplicidade enorme, que se veio a reforçar ainda mais com o passar dos anos (mesmo depois de cada uma ter seguido a sua vida) e a qual, percebi desde cedo, não tenho e sei que nunca terei com as minhas outras irmãs (somos 6 ao todo). (…)”


(A ver se da próxima escrevo sobre o "vestir igual", "comprar igual" e et cetera. Acho que já tinha prometido isto, ou não?)

Gostei! :)

(em relação às roupas, escreve. Escreve sim, que eu depois vou enviar uma cópia a toda a gente que me deu roupa e fez do roupeiro dos meus filhos um estaminé de peças iguais, hehehe. Roupas que eu agradeço muito e lhes visto, mas confesso que sou adepta do cada um com a sua e, mesmo que com modelos iguais, pelo menos de cores diferentes)

Como é que sabes que tenho essa opinião? ;))

Porque desconfio (desconfio!!!) que a minha Chiquinha é uma menina de ideias compostas! :P

:D :D

A v(l)er vamos.

:)
Em relação ao "comprar igual" não me lembro de querermos comprar coisas iguais mas como tinha dito,isso talvez se justifique porque eramos de facto muito diferentes uma da outra no que concerne a gostos.

Ps:Mais de um metro e picos,a rondar 1,74m para ser mais exacta! :D

Um beijinho e fico à espera do próximo post!

Não sei, devo estar senil, mas cada vez que venho aqui fico cheia de vontade de ter uma irmã gémea!

(já não digo ter gémeos, porque enfim, acho que definitivamente "fechei a loja", já me chegam os meus dois pirralhos... mas deve ser genial, essa cumplicidade entre dois irmãos gémeos! fascina-me! um beijo para ti

por razões de força maior tive de mudar de endereço do blog dos Nenucos. E de nome também. É só clicar no meu nome :)peço desculpa pelo incomodo
Beijinhos

então e o post das roupas iguais?
(:PP)

Francisca!! Anda mesmo sumida :-((
No dia 11 vai haver um encontro para comemorarmos o S. Martinho.
Este encontro vai ser realizado no Centro Comunitário de Carcavelos e cada fámília de gémeos contribui com 5€ e com um brinquedo para a ceia de natal das famílias carênciadas que o Centro apoia.
Não querem aparecer?

Nunca vi uma redacção tão certeira: é q nunca mais sairam mesmo
:DDD

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