DE VOLTA À REALIDADE
(Indirecta: Este post é para pessoas com a energia dentro dos padrões normais, portanto esgotável, como a minha.)
É mais ou menos aquilo que se passa quando, de repente, voltamos a casa. Nada será como dantes, a partir de agora. Fixem bem, habituem-se: Nada. Eu gostava de vos aconselhar para aproveitarem bem os últimos dias de descanso da vossa vida, ainda na maternidade/hospital/clínica mas não quero ser demasiado dramática portanto finjam que não leram esta frase.
A tendência da família, como nós sabemos, é encherem-nos o quarto logo no primeiro dia. Deles próprios, de flores, de balões e de piadas irónicas como "Estás mais magra!" - o que não deixa de ter o seu lado vantajoso. Pensem comigo: se eles forem à maternidade/hospital/clínica, em casa, altura em que as coisas estão realmente um caos, estamos por nossa conta e podemos ter ataques de choro e não tirar o pijama durante o dia inteiro e, portanto, estar à vontade. De qualquer modo a regra de ouro é: as recém-mães e os recém-nascidos não gostam de surpresas. Eu fui avisando os meus amigos e a família que preferia que telefonassem antes de irem, que avisassem, sei lá - que não aparecessem só (eu depois não era capaz de dizer que não mas ao menos já estava avisada). É que o natural é aparececerem dez pessoas com a mesma desculpa "Ah, passamos por aqui, viemos ver os rebentos." Pois. Não tenham medo de ser antipáticas: os que já foram pais percebem, os que não foram hão-de perceber. Azarito para as tias solteironas.
A licença de maternidade, por definição a altura em que o marido chega a casa à noite e pergunta: "Então, querida, o que fizeste hoje?" e a mulher responde, sinceramente, "Não faço ideia"; de gémeos, deixemo-nos de eufemismos, não é fácil. Por mais que procurem não hão-de encontrar nenhuma mamã absolutamente radiante com bebés que são os amores e que têm horas certinhas para mamar, fazem sinais quando sujam as fraldas, não bolsam e por isso usam um babygrow por dia. Isso acontece nos filmes em que as mães têm um ar super-lavado e chegam à cama cansadas mas felizes - estranhamente sempre penteadas. Não tem que ser um bicho de sete cabeças, não. Sobrevive-se! Até acredito que a mãe sozinha dê conta do recado. Mas eu cá defendo que se houver possibilidades de ajuda, que se aceitem. A sério. Principalmente ajudas práticas como arrumar casas e lavar roupas e fazer comidas e assim. Na primeira semana, dois bebés a chorarem ao mesmo tempo, uma costura a doer ou uma episiotomia que nos faz andar à pata, maminhas doridas com o horrorosinha subida de leite e uma casa do avesso que normalmente achamos que não é nossa ("Não, desculpa. A minha casa não é esta. Não é não!") é o caos com as letras todas. Os pais, principalmente os pais, devem ser integradíssimos no que respeita aos bebés, à casa, à mãe, tipo SOS-MÃE EU CHAMO E TU APARECES NUM MINUTO. Muitas vezes a culpa é nossa, toda nossa! Temos medo que eles magoem os bebés e achamos que nós, apesar de mães cheias de imperfeições por todos os lados, pelo menos temos aquela treta do instinto maternal que nos safa e não pomos o bebé no potencial risco de cair ou assim. Não. E isto principalmente para mães de primeira viagem - deixem-nos participar. Estimulem essa participação desde do primeiro dia. Atribuam tarefas ("A partir das seis, eles são todos teus enquanto eu me regalo a dormir uma sesta") desde do primeiro dia. Não é um mês depois, quando os bebés só param de berrar ao colinho da mamã. É logo. Mais: não caiam no erro de chamar vinte pessoas para ajudar. Isso piora muito mais as coisas. Mas as pessoas podem ajudar de muitas maneiras mesmo não estando presentes. Claro que aconselho, mesmo, uma ajuda extra permanente em casa nas primeiras semanas (um pai, uma avó, uma tia). Mas há outras formas (que costumam ser destinadas às avós, porque as avós é que têm mesmo jeito para isso) - entregar comidinha feita e saudável (ou então fazer refeições e congelá-las em doses), lavar e passar a ferro e entregar tudo num brinquinho, dizer coisas maravilhosas como "vou aí arrumar-te a cozinha", "vou aí dar um jeito aos armários", "vou aí fazer as camas", "vou aí aturar esse desanrranjo hormonal que te fez desatar neste choro parvo" e et cetera. Não gente lá enfiada em casa, a fazer as coisinhas como acha que deve ser, mas gente pronta a ajudar e a acalmar o ambiente. As doidas das tias solteironas (falo com conhecimento de causa) que nunca limparam um rabo mas que se acham catedráticas no assunto são aquele tipo de visitas que se recebem sempre com muita pressa porque estamos cheias de dor de cabeça e temos que ir dar as gotas aos miúdos que demoram imenso tempo, até breve.
Esta gente que ajuda e não sei quê, serve essencialmente para deixar a mãe descansar e dormir durante um bocadinho durante as alturas em que não está a amamentar que nem uma doida. É que é cansativo, é. E depois há aqueles miúdos, como os meus, que adormecem a mamar e temos que fazer cócegas nos pés e mudar-lhes as fraldas nos entretantos e tal. Imaginem a cena com dois. Pronto, estão a perceber porque é que é precisa a ajuda? Outro conselho-chave é que, para além da ajuda estar presente a saibam aproveitar, o que não inclui andarem a verificar se põem as fraldas da mesma forma que nós (obviamente que têm que ser pessoas nas quais confiemos plenamente). Lembrem-se: as coisas podem ser feitas de maneiras diferentes e igualmente correctas! Descontraiam, relaxem, nada de stresses, porque isso só estraga tudo. E não deixem de manter sempre uma relação com o pai/outra pessoa no lugar dele. Comuniquem, nem que seja com um olharzinho entre aero-omes e palmadinhas para arrotos. Uma coisa que soa a pirosa mas que é absolutamente importante - não deixarmos de nos sentir apoiadas e acompanhadas do género de QUALQUER COISA FAZ UM SINAL QUE EU VOU PERCEBER. É natural que haja uma leve (ou menos leve) recaída emocional da mãe e estas coisas ajudam que se farta e previnem outras que são mais chatinhas de resolver (depressões e assim). Descansem sempre que possam. Provavelmente não vão ter a sorte de dizer "Eles dormem a noite toda desde o primeiro dia e acordam com uma hora de diferença para eu poder dar de mamar ao primeiro" portanto será bom aproveitarem as sestas de vinte minutos. Já dizia o meu pediatra que só as mães (e os espanhóis) é que sabem o poder de uma micro-sesta de vinte minutos. Revitaliza o corpo e a alma (Não se excitem muito, não é assim sempre!).
Nos utensílios de cozinha, chupetas, biberões e outros, não há-de ser nada se partilharem (isto é, se num dia ou noutro andam trocados), mas de preferência que comecem cada um com o seu e de cor diferente. Nada de cores iguais, bonecos iguais, formas iguais. O melhor mesmo é uma cor para cada, que facilita imenso e dá um jeitaço, de madrugada. Falando disto, recordo-me de um dos grandes problemas existenciais que todas as mães de gémeos (retirando do todas as mães de casais de gémeos) passam nalgum minuto das suas vidas desde da primeira ecografia: trocar os miúdos. Todas as mães de gémeos têm um medo de morte de trocar os miúdos e não saber quem é quem. Eu ainda sonhei com isso durante a gravidez. Mas habituei-me e depressa comecei a distinguir (hoje sei quem é que me chama de noite sem me levantar da minha cama). Isto vai soar mal mas o facto de, nos primeiros dias, cada um estar associado a uma cor facilitou bastante as coisas; porque inicialmente as capacidades cognitivas vão imenso abaixo e de vez em quando lá vamos arrumar um detergente no frigorífico e um assado no armário dos detergentes e dos sprays de matar formigas (!). De maneira que, era só olhar de relance e procurar algo azul ou verde. Mais: costumo ser organizada e fazer listas para tudo e, isto é um bocadinho estúpido de confessar, então fazia uma espécie de tabelas mal amanhadas (mesmo feitas à pressa, tudo à mão) em que indicava as necessidades básicas como leite, fralda, sono, banho, gotas e antibiótico de um deles (que tomou desde do nascimento) e confirmava com cruzinhas. É que, às tantas, é tamanha confusão que já achava que ia baralhar tudo. Em relação à casa, o que procurava era facilitar tudo ao máximo e sistematizar um bocado as rotinas porque acabava por me orientar mais. Por exemplo, fazer as máquinas sempre à mesma hora, ter uma hora (mais ou menos maleável, claro) para tomar banho e tirar a porcaria do pijama e por aí fora. De algumas dicas particulares, falarei mais adiante.
Para as mães sozinhinhas na cidade porque a família vive toda numa aldeola no interior do país ou em cidades do outro lado país: não desesperem. Para vocês também é possível embora não seja, de todo, de se fazer com uma perna às costas. O importante é que estabeleçam rotinas, que giram o vosso tempo da melhor maneira que conseguirem, e ,acima de tudo, que nunca se esqueçam de vocês próprias porque isso não vos prejudica somente a vós, mas aos bebés. E, acreditem, o resto faz-se porque a a experiência é uma coisa com muita força e nada como a prática para se ficar perita no assunto. E adquirimos uma fantástica capacidade de trabalho em série (eficiência, rapidez), como eu já disse no texto da barra. Daqui a uns tempos dão-me razão. Até começam a gostar de fazer coisas aos pares e ter uma certa estranheza por coisas singularzinhas.
[Fui um bocado dramática, pouco delicada, com algum exagerozinho cómico à mistura mas, é intencional. O propósito deste blog não é, propriamente, dizer como se faz mas sim, dizer como se fez. Com a esperança remota de que uma experiência idêntica possa ajudar qualquer coisa. Dúvidas, esclarecimentos, acréscimos, como de costume, no e-mail ou nos comentários.]
(Indirecta: Este post é para pessoas com a energia dentro dos padrões normais, portanto esgotável, como a minha.)
É mais ou menos aquilo que se passa quando, de repente, voltamos a casa. Nada será como dantes, a partir de agora. Fixem bem, habituem-se: Nada. Eu gostava de vos aconselhar para aproveitarem bem os últimos dias de descanso da vossa vida, ainda na maternidade/hospital/clínica mas não quero ser demasiado dramática portanto finjam que não leram esta frase.
A tendência da família, como nós sabemos, é encherem-nos o quarto logo no primeiro dia. Deles próprios, de flores, de balões e de piadas irónicas como "Estás mais magra!" - o que não deixa de ter o seu lado vantajoso. Pensem comigo: se eles forem à maternidade/hospital/clínica, em casa, altura em que as coisas estão realmente um caos, estamos por nossa conta e podemos ter ataques de choro e não tirar o pijama durante o dia inteiro e, portanto, estar à vontade. De qualquer modo a regra de ouro é: as recém-mães e os recém-nascidos não gostam de surpresas. Eu fui avisando os meus amigos e a família que preferia que telefonassem antes de irem, que avisassem, sei lá - que não aparecessem só (eu depois não era capaz de dizer que não mas ao menos já estava avisada). É que o natural é aparececerem dez pessoas com a mesma desculpa "Ah, passamos por aqui, viemos ver os rebentos." Pois. Não tenham medo de ser antipáticas: os que já foram pais percebem, os que não foram hão-de perceber. Azarito para as tias solteironas.
A licença de maternidade, por definição a altura em que o marido chega a casa à noite e pergunta: "Então, querida, o que fizeste hoje?" e a mulher responde, sinceramente, "Não faço ideia"; de gémeos, deixemo-nos de eufemismos, não é fácil. Por mais que procurem não hão-de encontrar nenhuma mamã absolutamente radiante com bebés que são os amores e que têm horas certinhas para mamar, fazem sinais quando sujam as fraldas, não bolsam e por isso usam um babygrow por dia. Isso acontece nos filmes em que as mães têm um ar super-lavado e chegam à cama cansadas mas felizes - estranhamente sempre penteadas. Não tem que ser um bicho de sete cabeças, não. Sobrevive-se! Até acredito que a mãe sozinha dê conta do recado. Mas eu cá defendo que se houver possibilidades de ajuda, que se aceitem. A sério. Principalmente ajudas práticas como arrumar casas e lavar roupas e fazer comidas e assim. Na primeira semana, dois bebés a chorarem ao mesmo tempo, uma costura a doer ou uma episiotomia que nos faz andar à pata, maminhas doridas com o horrorosinha subida de leite e uma casa do avesso que normalmente achamos que não é nossa ("Não, desculpa. A minha casa não é esta. Não é não!") é o caos com as letras todas. Os pais, principalmente os pais, devem ser integradíssimos no que respeita aos bebés, à casa, à mãe, tipo SOS-MÃE EU CHAMO E TU APARECES NUM MINUTO. Muitas vezes a culpa é nossa, toda nossa! Temos medo que eles magoem os bebés e achamos que nós, apesar de mães cheias de imperfeições por todos os lados, pelo menos temos aquela treta do instinto maternal que nos safa e não pomos o bebé no potencial risco de cair ou assim. Não. E isto principalmente para mães de primeira viagem - deixem-nos participar. Estimulem essa participação desde do primeiro dia. Atribuam tarefas ("A partir das seis, eles são todos teus enquanto eu me regalo a dormir uma sesta") desde do primeiro dia. Não é um mês depois, quando os bebés só param de berrar ao colinho da mamã. É logo. Mais: não caiam no erro de chamar vinte pessoas para ajudar. Isso piora muito mais as coisas. Mas as pessoas podem ajudar de muitas maneiras mesmo não estando presentes. Claro que aconselho, mesmo, uma ajuda extra permanente em casa nas primeiras semanas (um pai, uma avó, uma tia). Mas há outras formas (que costumam ser destinadas às avós, porque as avós é que têm mesmo jeito para isso) - entregar comidinha feita e saudável (ou então fazer refeições e congelá-las em doses), lavar e passar a ferro e entregar tudo num brinquinho, dizer coisas maravilhosas como "vou aí arrumar-te a cozinha", "vou aí dar um jeito aos armários", "vou aí fazer as camas", "vou aí aturar esse desanrranjo hormonal que te fez desatar neste choro parvo" e et cetera. Não gente lá enfiada em casa, a fazer as coisinhas como acha que deve ser, mas gente pronta a ajudar e a acalmar o ambiente. As doidas das tias solteironas (falo com conhecimento de causa) que nunca limparam um rabo mas que se acham catedráticas no assunto são aquele tipo de visitas que se recebem sempre com muita pressa porque estamos cheias de dor de cabeça e temos que ir dar as gotas aos miúdos que demoram imenso tempo, até breve.
Esta gente que ajuda e não sei quê, serve essencialmente para deixar a mãe descansar e dormir durante um bocadinho durante as alturas em que não está a amamentar que nem uma doida. É que é cansativo, é. E depois há aqueles miúdos, como os meus, que adormecem a mamar e temos que fazer cócegas nos pés e mudar-lhes as fraldas nos entretantos e tal. Imaginem a cena com dois. Pronto, estão a perceber porque é que é precisa a ajuda? Outro conselho-chave é que, para além da ajuda estar presente a saibam aproveitar, o que não inclui andarem a verificar se põem as fraldas da mesma forma que nós (obviamente que têm que ser pessoas nas quais confiemos plenamente). Lembrem-se: as coisas podem ser feitas de maneiras diferentes e igualmente correctas! Descontraiam, relaxem, nada de stresses, porque isso só estraga tudo. E não deixem de manter sempre uma relação com o pai/outra pessoa no lugar dele. Comuniquem, nem que seja com um olharzinho entre aero-omes e palmadinhas para arrotos. Uma coisa que soa a pirosa mas que é absolutamente importante - não deixarmos de nos sentir apoiadas e acompanhadas do género de QUALQUER COISA FAZ UM SINAL QUE EU VOU PERCEBER. É natural que haja uma leve (ou menos leve) recaída emocional da mãe e estas coisas ajudam que se farta e previnem outras que são mais chatinhas de resolver (depressões e assim). Descansem sempre que possam. Provavelmente não vão ter a sorte de dizer "Eles dormem a noite toda desde o primeiro dia e acordam com uma hora de diferença para eu poder dar de mamar ao primeiro" portanto será bom aproveitarem as sestas de vinte minutos. Já dizia o meu pediatra que só as mães (e os espanhóis) é que sabem o poder de uma micro-sesta de vinte minutos. Revitaliza o corpo e a alma (Não se excitem muito, não é assim sempre!).
Nos utensílios de cozinha, chupetas, biberões e outros, não há-de ser nada se partilharem (isto é, se num dia ou noutro andam trocados), mas de preferência que comecem cada um com o seu e de cor diferente. Nada de cores iguais, bonecos iguais, formas iguais. O melhor mesmo é uma cor para cada, que facilita imenso e dá um jeitaço, de madrugada. Falando disto, recordo-me de um dos grandes problemas existenciais que todas as mães de gémeos (retirando do todas as mães de casais de gémeos) passam nalgum minuto das suas vidas desde da primeira ecografia: trocar os miúdos. Todas as mães de gémeos têm um medo de morte de trocar os miúdos e não saber quem é quem. Eu ainda sonhei com isso durante a gravidez. Mas habituei-me e depressa comecei a distinguir (hoje sei quem é que me chama de noite sem me levantar da minha cama). Isto vai soar mal mas o facto de, nos primeiros dias, cada um estar associado a uma cor facilitou bastante as coisas; porque inicialmente as capacidades cognitivas vão imenso abaixo e de vez em quando lá vamos arrumar um detergente no frigorífico e um assado no armário dos detergentes e dos sprays de matar formigas (!). De maneira que, era só olhar de relance e procurar algo azul ou verde. Mais: costumo ser organizada e fazer listas para tudo e, isto é um bocadinho estúpido de confessar, então fazia uma espécie de tabelas mal amanhadas (mesmo feitas à pressa, tudo à mão) em que indicava as necessidades básicas como leite, fralda, sono, banho, gotas e antibiótico de um deles (que tomou desde do nascimento) e confirmava com cruzinhas. É que, às tantas, é tamanha confusão que já achava que ia baralhar tudo. Em relação à casa, o que procurava era facilitar tudo ao máximo e sistematizar um bocado as rotinas porque acabava por me orientar mais. Por exemplo, fazer as máquinas sempre à mesma hora, ter uma hora (mais ou menos maleável, claro) para tomar banho e tirar a porcaria do pijama e por aí fora. De algumas dicas particulares, falarei mais adiante.
Para as mães sozinhinhas na cidade porque a família vive toda numa aldeola no interior do país ou em cidades do outro lado país: não desesperem. Para vocês também é possível embora não seja, de todo, de se fazer com uma perna às costas. O importante é que estabeleçam rotinas, que giram o vosso tempo da melhor maneira que conseguirem, e ,acima de tudo, que nunca se esqueçam de vocês próprias porque isso não vos prejudica somente a vós, mas aos bebés. E, acreditem, o resto faz-se porque a a experiência é uma coisa com muita força e nada como a prática para se ficar perita no assunto. E adquirimos uma fantástica capacidade de trabalho em série (eficiência, rapidez), como eu já disse no texto da barra. Daqui a uns tempos dão-me razão. Até começam a gostar de fazer coisas aos pares e ter uma certa estranheza por coisas singularzinhas.
[Fui um bocado dramática, pouco delicada, com algum exagerozinho cómico à mistura mas, é intencional. O propósito deste blog não é, propriamente, dizer como se faz mas sim, dizer como se fez. Com a esperança remota de que uma experiência idêntica possa ajudar qualquer coisa. Dúvidas, esclarecimentos, acréscimos, como de costume, no e-mail ou nos comentários.]
OLha, eu AMEI - como sempre - o texto. Pela coerência e pelo humor associado à dificuldade inerente de se voltar a casa com gémeos (principalmente para quem, como nós, já tem mais filhos à espera em casa).
E gostei a indirecta... gostei, pois-pois... :P
Posted by
Unknown |
4/2/06 4:22 a.m.
Olá Francisca!
Mais uma vez fizeste-me rir, e olha que não tenho tido muita vontade de rir ultimamente... talvez porque a ansiedade comece a apertar, talvez porque estou grávida de 32 semanas, talvez porque a minha filhota de 17 meses esteja a pressentir que algo vai mudar cá em casa e por isso só quer o colinho da mãe, talvez, talvez, talvez...
A verdade é que cada vez tenho mais receio de não dar conta do recado. E à medida que o tempo vai passando em vez de estar a ficar mais confiante, está me a acontecer precisamente o contrário. Há alturas em que sinto mesmo medo de não conseguir corresponder às necessidades dos bebés que aí vêm e da minha pequenita que não vai perceber o porquê da chegada dos manos!!!
Beijocas e força a todas as mamãs e futuras mamãs
Ana Rita
Posted by
Anónimo |
4/2/06 5:27 a.m.
Rita,
Prometo, ainda hoje, mandar mail. É natural o que está a acontecer - essa fase é um bocado insuportável. (Ou começa a ser...)
Sei que não é fácil, mas a auto-confiança é uma coisa mais ou menos essencial para que tudo corra bem. Rodeia-te de e organiza ajudas, se puderes. Em relação à pequena tenho alguns conselhos de algibeira que prometo partilhar.
Mantém a calma!
Posted by
Francisca |
4/2/06 5:57 a.m.
Voce fez-me recordar como foi há 30 meses atrás...
:-)
Sol e anjinhos
Posted by
Solange Gomes |
4/2/06 6:33 a.m.
Depois de ler os teus posts e ter falado contigo, ando bem mais descansada sobre o pós parto com mais crianças em casa. :)
Sei que não vai ser um mar de rosas, mas tudo se há-de arranjar e no final sobreviveremos!! :P
Adoro como escreves, sabias?
Beijinhos,
Posted by
Fusca |
5/2/06 1:58 a.m.
Olha, Francisca, eu cá acho q tu devias escrever um livro sobre o assunto. Sério, não estou a brincar. É que o mais importante que fazes é, não dizer como se faz (a receita que não existe) mas sim dar pistas, falando da tua experiência, com um toque de humor genial! O que produz o efeito desejado: a grávida relaxa a ler estas coisas e vai com certeza encarar o "caos" com mais leveza na alma!
Posted by
papu |
5/2/06 3:24 a.m.
Hummm olha eu concordo, devias escrever um livro sobre o assunto! Os textos são perfeitos, e super explicativos, mais uma vez fiquei colada ao ecrã do pc a ler palavra por palavra e a imaginar o filme todo...
Beijinhos
Posted by
Alice |
5/2/06 6:53 a.m.
Como me revi neste post...a vinda para casa é um marco, tudo depois dela muda...e nunca mais torna ao sitio!!!
Eu ainda tive um mês para me organizar a sério, enquanto elas estavam na incubadoras...mas foi um caos!!!
Mas valem as ajudas...hoje apesar das noites mal dormidas, de serem complicadinhas para comer...de ficarem sempre doentinhas ao mesmo tempo...de terem um feitio dificíl (saem ao pai) a coisa vai correndo...um dia de cada vez!!!
A casa não anda imaculada como andava...mas há que ter prioridades, como dizia a minha avózinha..."pomos o que está feito ao pé do que está por fazer", sem grandes dramas...
Beijoca e adoro realmente a forma como escreves...
Posted by
Anónimo |
5/2/06 6:56 a.m.
Meninas, para já fico-me pelo blog que um livro é uma coisa de muita responsabilidade! Os meus posts podem ser úteis mas, caneco!, até eu lhes vejo as imensas imperfeições (principalmente de pontuação) - embora tenha alguma preguiça em ir editar e corrigir, acho sempre que "dá para peceber", que é isso que interessa.
Mas é sempre bom receber elogios :D
Sophie e Denise: É engaçado como todas sentimos as "mesmas" dificuldades, não é? Eu também senti tudo isto com os outros filhos. Não é especial de corrida de gémeos! A diferença é que depois de limpar as lágrimas só tinha um rabo para limpar, uma fralda para pôr, uma maminha para dar (que não deixa de ser muito...).
Xana: Beijinhos :)
Posted by
Francisca |
7/2/06 10:08 a.m.
Amei o texto, Francisca.
Só tenho uma filha, mas os primeiros dias...é mesmo assim, como descreves!
Mas eu tive a audácia de suportar tudo sózinha, todos os dias, das 7:30 às 18:30 - intervalo em que estava sem o maridão.
As avós não podiam ajudar, de todo. E eu tinha acabao de me mudar para um lugar longe das famílias, e sem conhecer ninguém.
O Saúde24 acabou por ser o meu braço direito nessas alturas!
Posted by
Ana F. |
9/2/06 6:30 a.m.
Está lindo!
E como alguém já disse, só cm um tb é o caos completo :) Mas passa!
Beijinhos e felicidades
Posted by
Rita |
10/2/06 6:25 a.m.
olha o texto e a teoria estAo mto bem elaborados ams tanto texto faz com que a teoria fique menos apelativa ,acredita que a teoria e boa mas tanto texto aborrece as pessoas ok?
e so um conselho.
mas se quiseres podes ignorar tudo e que apra dizer a verdade sou uma rapariga de 11 anos que frequenta o 6 ano mas eu li o texto e sei o que quero dizer alias eu sei o quero e sei o que quero dizer
desculap se fui muito rigida ou um pouco agressiva no comentario beijos da ana uma miuda de 11 anos que so quer deixar um comentario que te ajude e nao um comen tario que te desmotive
Posted by
Anónimo |
24/3/06 2:59 p.m.
Ana,
Posso fazer textos maçudos mas ainda tenho visão suficiente para perceber o que é um comentário de uma CRIANÇA ou de uma pessoa adulta. Tenho pena que não se sinta
à vontade para dar a caraou
(admitindo que tem mesmo 11 ANOS)
Só uma pré-mãe na situação a que este blog se destina pode afirmar se os textos são maçudos ou não.
Obrigada, de qualquer forma, pelo contributo. Hei-de questionar a mães que visitam sobre o facto.
Posted by
Francisca |
29/3/06 9:46 a.m.