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12.21.2005 

VERDADEIROS E FALSOS

É coisa que tanto pode ser descoberta na primeira eco, como só no dia do parto ou, pior, só com um teste DNA. Os americanos dão imensa importância a este facto porque acham que há muita coisa no futuro relacionamento dos gémeos que se pode explicar pela sua já relação na barriga da mãe. Na verdade, é lógico que se estão por exemplo a ser alimentados pela mesma placenta e portanto mais próximos fisicamente pode haver com certeza uma relação mais dependente do que se têm a sua própria placenta e estão cada um para seu lado. Mais ainda quando se encontram na mesma bolsa amniótica e mergulham os dois e chucham nos dedos um do outro e fazem concursos de cambalhotas.

A explicação mais simples para isto tudo é que há os verdadeiros e os falsos em que
Os verdadeiros são resultado de um único ovo, ou seja, junção de um único espermatozóide do pai com um único óvulo da mãe. E o que é que se entende por verdadeiros? Que são bebés com o mesmíssimo património genético, i. e., muito parecidos.

e os falsos são fruto de uma dupla ovulação da mãe cujos dois óvulos encontraram dois espermatozóides, ou melhor, os espermatozóides é que os encontraram a eles. Frequentemente, as criancinhas são de sexo diferente.

Só que a verdade verdadinha é que toda a gente debita sobre o assunto, em cada livro se encontra uma explicação diferente mas certezas ainda não há nenhumas porque isto é tudo um mistério e por isso é que é giro. Eu sempre pensei que os meus fossem verdadeiros [porque são muito parecidos (só) fisicamente] e depois em conversa com uma outra mãe que leu um livro-não-sei-quê, acabei por ter as minhas sérias dúvidas porque há falsos que parecem verdadeiros e só se lá vai por teste genético. Confesso que não dou uma enormérrima importância a isso. A relação que os meus filhos têm vejo-a eu e não preciso de nenhum teste genético para o comprovar nem acho que mais teste genético, menos euros na carteira fossem mudar o que quer que seja. Mas isto sou só eu a confessar. Claro que muitas vezes é necessário. Quando por exemplo surge num gémeo uma doença grave e que possa permitir prevenir e despistar a mesma doença no outro. É que certas doenças, como o cancro, surgem quase sempre nos dois gémeos (e não só em um) e por vezes com um intervalo de anos.

Posto isto, podem haver
-Uma placenta e um saco gestacional.
-Uma placenta e dois sacos gestacionais.
-Duas placentas e dois sacos gestacionais.

No último caso falamos quase sempre de gémeos falsos. Cada qual resulta de um ovo diferente, cada qual é o resultado da junção dos 23 cromossomas da mãe que lhe couberam com os 23 do pai incluindo o respectivo X ou Y. Portanto a única coisa que têm em comum é que nascem no mesmo dia e mais nada. Podem ser parecidos e podem não ser. Tal como dois irmãos. As duas placentas indicam isso porque a placenta é um orgão embrionário que se forma a partir da implantação de cada ovo no útero e a menos que haja uma fusão das duas (que também pode haver se estiverem fisicamente próximas) cada uma diz respeito ou seu feijãozinho e não há cá misturadas. Estas gestações chamam-se bicoriónicas e biaamnióticas (bi-bi). Ou seja, dois corións, dois âmnios provenientes dos dois sacos gestacionais que existem.
Só que também pode acontecer que o único ovo formado se divida muito cedo e assim se formam duas placentas diferentes cada uma com o seu âmnio e córion. Desta feita já não são gémeos falsos , mas verdadeiros.

Portanto:
-placenta bicoriónica e biamniótica (i. e., duas placentas tal como nos falsos)- 3 dias após formação do ovo
-placenta monocoriónica e biamniótica- 4-7 dias após
-placenta monocoriónica e monoamniótica- 8 dias após

Esta parte é importante por que há cuidados diferentes numa e noutras gravidezes. (Embora não seja a parte do verdadeiro ou falso que interessa. Medicamente falando aquilo que interessa é se eles estão na mesma bolsa, se há duas placentas, etc.) No segundo caso temos uma placenta que contém os dois bebés numa menbrana (córion) e dentro cada bebé tem o seu saco amniótico (mono-bi). Ou não (mono-mono). E então falamos do terceiro caso.

A confusão reside nos casos bi-bi, como já se está a ver.

Assim de repente, não me lembro de mais nada. Mas quem tiver dúvidas, é só dizer, embora, mesmo eu, neste assunto ainda me sinta um bocado baralhada.

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

Mesmo que este blog não me seja direccionado, adorei ler esta explicação!

Obrigada!

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