VERDADEIROS E FALSOS
É coisa que tanto pode ser descoberta na primeira eco, como só no dia do parto ou, pior, só com um teste DNA. Os americanos dão imensa importância a este facto porque acham que há muita coisa no futuro relacionamento dos gémeos que se pode explicar pela sua já relação na barriga da mãe. Na verdade, é lógico que se estão por exemplo a ser alimentados pela mesma placenta e portanto mais próximos fisicamente pode haver com certeza uma relação mais dependente do que se têm a sua própria placenta e estão cada um para seu lado. Mais ainda quando se encontram na mesma bolsa amniótica e mergulham os dois e chucham nos dedos um do outro e fazem concursos de cambalhotas.
A explicação mais simples para isto tudo é que há os verdadeiros e os falsos em que
Os verdadeiros são resultado de um único ovo, ou seja, junção de um único espermatozóide do pai com um único óvulo da mãe. E o que é que se entende por verdadeiros? Que são bebés com o mesmíssimo património genético, i. e., muito parecidos.
e os falsos são fruto de uma dupla ovulação da mãe cujos dois óvulos encontraram dois espermatozóides, ou melhor, os espermatozóides é que os encontraram a eles. Frequentemente, as criancinhas são de sexo diferente.
Só que a verdade verdadinha é que toda a gente debita sobre o assunto, em cada livro se encontra uma explicação diferente mas certezas ainda não há nenhumas porque isto é tudo um mistério e por isso é que é giro. Eu sempre pensei que os meus fossem verdadeiros [porque são muito parecidos (só) fisicamente] e depois em conversa com uma outra mãe que leu um livro-não-sei-quê, acabei por ter as minhas sérias dúvidas porque há falsos que parecem verdadeiros e só se lá vai por teste genético. Confesso que não dou uma enormérrima importância a isso. A relação que os meus filhos têm vejo-a eu e não preciso de nenhum teste genético para o comprovar nem acho que mais teste genético, menos euros na carteira fossem mudar o que quer que seja. Mas isto sou só eu a confessar. Claro que muitas vezes é necessário. Quando por exemplo surge num gémeo uma doença grave e que possa permitir prevenir e despistar a mesma doença no outro. É que certas doenças, como o cancro, surgem quase sempre nos dois gémeos (e não só em um) e por vezes com um intervalo de anos.
Posto isto, podem haver
-Uma placenta e um saco gestacional.
-Uma placenta e dois sacos gestacionais.
-Duas placentas e dois sacos gestacionais.
No último caso falamos quase sempre de gémeos falsos. Cada qual resulta de um ovo diferente, cada qual é o resultado da junção dos 23 cromossomas da mãe que lhe couberam com os 23 do pai incluindo o respectivo X ou Y. Portanto a única coisa que têm em comum é que nascem no mesmo dia e mais nada. Podem ser parecidos e podem não ser. Tal como dois irmãos. As duas placentas indicam isso porque a placenta é um orgão embrionário que se forma a partir da implantação de cada ovo no útero e a menos que haja uma fusão das duas (que também pode haver se estiverem fisicamente próximas) cada uma diz respeito ou seu feijãozinho e não há cá misturadas. Estas gestações chamam-se bicoriónicas e biaamnióticas (bi-bi). Ou seja, dois corións, dois âmnios provenientes dos dois sacos gestacionais que existem.
Só que também pode acontecer que o único ovo formado se divida muito cedo e assim se formam duas placentas diferentes cada uma com o seu âmnio e córion. Desta feita já não são gémeos falsos , mas verdadeiros.
Portanto:
-placenta bicoriónica e biamniótica (i. e., duas placentas tal como nos falsos)- 3 dias após formação do ovo
-placenta monocoriónica e biamniótica- 4-7 dias após
-placenta monocoriónica e monoamniótica- 8 dias após
Esta parte é importante por que há cuidados diferentes numa e noutras gravidezes. (Embora não seja a parte do verdadeiro ou falso que interessa. Medicamente falando aquilo que interessa é se eles estão na mesma bolsa, se há duas placentas, etc.) No segundo caso temos uma placenta que contém os dois bebés numa menbrana (córion) e dentro cada bebé tem o seu saco amniótico (mono-bi). Ou não (mono-mono). E então falamos do terceiro caso.
A confusão reside nos casos bi-bi, como já se está a ver.
Assim de repente, não me lembro de mais nada. Mas quem tiver dúvidas, é só dizer, embora, mesmo eu, neste assunto ainda me sinta um bocado baralhada.
É coisa que tanto pode ser descoberta na primeira eco, como só no dia do parto ou, pior, só com um teste DNA. Os americanos dão imensa importância a este facto porque acham que há muita coisa no futuro relacionamento dos gémeos que se pode explicar pela sua já relação na barriga da mãe. Na verdade, é lógico que se estão por exemplo a ser alimentados pela mesma placenta e portanto mais próximos fisicamente pode haver com certeza uma relação mais dependente do que se têm a sua própria placenta e estão cada um para seu lado. Mais ainda quando se encontram na mesma bolsa amniótica e mergulham os dois e chucham nos dedos um do outro e fazem concursos de cambalhotas.
A explicação mais simples para isto tudo é que há os verdadeiros e os falsos em que
Os verdadeiros são resultado de um único ovo, ou seja, junção de um único espermatozóide do pai com um único óvulo da mãe. E o que é que se entende por verdadeiros? Que são bebés com o mesmíssimo património genético, i. e., muito parecidos.
e os falsos são fruto de uma dupla ovulação da mãe cujos dois óvulos encontraram dois espermatozóides, ou melhor, os espermatozóides é que os encontraram a eles. Frequentemente, as criancinhas são de sexo diferente.
Só que a verdade verdadinha é que toda a gente debita sobre o assunto, em cada livro se encontra uma explicação diferente mas certezas ainda não há nenhumas porque isto é tudo um mistério e por isso é que é giro. Eu sempre pensei que os meus fossem verdadeiros [porque são muito parecidos (só) fisicamente] e depois em conversa com uma outra mãe que leu um livro-não-sei-quê, acabei por ter as minhas sérias dúvidas porque há falsos que parecem verdadeiros e só se lá vai por teste genético. Confesso que não dou uma enormérrima importância a isso. A relação que os meus filhos têm vejo-a eu e não preciso de nenhum teste genético para o comprovar nem acho que mais teste genético, menos euros na carteira fossem mudar o que quer que seja. Mas isto sou só eu a confessar. Claro que muitas vezes é necessário. Quando por exemplo surge num gémeo uma doença grave e que possa permitir prevenir e despistar a mesma doença no outro. É que certas doenças, como o cancro, surgem quase sempre nos dois gémeos (e não só em um) e por vezes com um intervalo de anos.
Posto isto, podem haver
-Uma placenta e um saco gestacional.
-Uma placenta e dois sacos gestacionais.
-Duas placentas e dois sacos gestacionais.
No último caso falamos quase sempre de gémeos falsos. Cada qual resulta de um ovo diferente, cada qual é o resultado da junção dos 23 cromossomas da mãe que lhe couberam com os 23 do pai incluindo o respectivo X ou Y. Portanto a única coisa que têm em comum é que nascem no mesmo dia e mais nada. Podem ser parecidos e podem não ser. Tal como dois irmãos. As duas placentas indicam isso porque a placenta é um orgão embrionário que se forma a partir da implantação de cada ovo no útero e a menos que haja uma fusão das duas (que também pode haver se estiverem fisicamente próximas) cada uma diz respeito ou seu feijãozinho e não há cá misturadas. Estas gestações chamam-se bicoriónicas e biaamnióticas (bi-bi). Ou seja, dois corións, dois âmnios provenientes dos dois sacos gestacionais que existem.
Só que também pode acontecer que o único ovo formado se divida muito cedo e assim se formam duas placentas diferentes cada uma com o seu âmnio e córion. Desta feita já não são gémeos falsos , mas verdadeiros.
Portanto:
-placenta bicoriónica e biamniótica (i. e., duas placentas tal como nos falsos)- 3 dias após formação do ovo
-placenta monocoriónica e biamniótica- 4-7 dias após
-placenta monocoriónica e monoamniótica- 8 dias após
Esta parte é importante por que há cuidados diferentes numa e noutras gravidezes. (Embora não seja a parte do verdadeiro ou falso que interessa. Medicamente falando aquilo que interessa é se eles estão na mesma bolsa, se há duas placentas, etc.) No segundo caso temos uma placenta que contém os dois bebés numa menbrana (córion) e dentro cada bebé tem o seu saco amniótico (mono-bi). Ou não (mono-mono). E então falamos do terceiro caso.
A confusão reside nos casos bi-bi, como já se está a ver.
Assim de repente, não me lembro de mais nada. Mas quem tiver dúvidas, é só dizer, embora, mesmo eu, neste assunto ainda me sinta um bocado baralhada.
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Posted by
Jolie |
28/12/05 5:23 a.m.
Mesmo que este blog não me seja direccionado, adorei ler esta explicação!
Obrigada!
Posted by
Jolie |
28/12/05 5:24 a.m.